Quarta-feira, Abril 29, 2026
Início DESTAQUE Cozinha do mundo pela mão da Chef Olguita

Cozinha do mundo pela mão da Chef Olguita

DR
A mãe Maria Eugénia e a avó Olga, o clã Wilson, acompanhado por Isaltino Morais

O Restaurante Cozinha da Olguita abriu há pouco mais de um ano mas tem vindo a cimentar uma posição muito considerável em Linda-a-Velha e arredores… a sua grande referência é a Avó Olga Wilson, habitual frequentadora do espaço que aposta fortemente na comida tradicional portuguesa, sem esquecer a moçambicana ou a brasileira. Há dias, Olguita, familiar do Grande Capitão Mário Wilson, foi surpreendida com a visita do presidente da câmara, Isaltino Morais. Uma visita que considera inesquecível!

– Há quantos anos o Restaurante ‘Cozinha da Olguita’ está aberto ao público?
– Desde Novembro de 2023. A ideia surgiu-me ainda muito nova, talvez na minha adolescência, sempre fui apaixonada pela cozinha e pela gastronomia nacional e internacional.
– Algum familiar ligado à arte da cozinha?
– A minha avó Olga nunca trabalhou fora de casa, mas sempre cozinhou para todos, considero-a minha mestre. Somos uma família muito grande e unida que adora comer e estar à mesa, havia sempre muito que fazer na cozinha.
– Quais os principais pratos? Portugueses, moçambicanos…
– A Cozinha da Olguita serve comida tradicional portuguesa, confeciono pratos tradicionais da nossa cozinha, tendo como inspiração a grande Maria de Lurdes Modesto, que deixou uma obra gastronómica excecional e única. Servimos também comida africana, de Moçambique e Cabo Verde, as minhas raízes genéticas e familiares, de Angola e também alguma afro-brasileira. Temos pratos como carne de porco à alentejana, cabidela, rancho à moda de Viseu, cozido à portuguesa, feijoada à transmontana, cozido de grão de Beja, iscas com elas, alheira de Mirandela com grelos salteados, fiel amigo bacalhau à Zé do Pipo, bacalhau à Brás, com natas, com broa, enfim vamos variando consoante a época do ano. Não trabalho com ementas fixas. Quanto aos pratos africanos temos o caril moçambicano, a cachupa, a muamba e do Brasil a moqueca, bobó de camarão, vatapá e, como é óbvio, a feijoada à brasileira com a calabresa e as carnes fumadas que caracterizam este prato tão rico. Ao jantar servimos também petiscos como peixinhos da horta, ovos com farinheira, caracóis e caracoletas assadas, chouriço assado, moelas, pica-pau, amêijoas à bulhão pato, entre outros petiscos bem tradicionais.

– Como funcionou a visita de Isaltino Morais ao Restaurante?
– A visita do Dr. Isaltino de Morais foi uma surpresa muito feliz para toda a minha equipa, diria até que foi um momento muito especial. Todos sabemos que o Sr. Presidente adora comida de qualidade e que ajuda muito na promoção da restauração do concelho. Naturalmente a sua visita trouxe-nos bastantes benefícios na medida em que a exposição nas redes sociais fez com que o nome da ‘Cozinha da Olguita’ ganhasse outra dimensão e abrangência geográfica. Extremamente simpático, foi com muito gosto e prazer que o recebemos e voltaremos a receber.
– Como surge a formação profissional na sua vida?

– Sou formada em Gestão e Produção de Cozinha pela Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, quanto a mim a melhor escola de formação hoteleira do país.
– Fazem noites temáticas?
– Gosto muito de fazer noites temáticas, para além das já tradicionais noites de fado, faço a Volta ao mundo, escolho um país e partir daí trabalho a gastronomia, claro mas também a música, que tento sempre que seja ao vivo, dança, literatura, teatro, pintura, artesanato. Faço os possíveis para que o evento seja culturalmente o mais rico possível de forma a dar a conhecer o país a trabalhar.
– Se não fosse cozinheira qual seria a sua profissão?
– Já fui jornalista de rádio numa grande rádio nacional, a minha primeira formação é comunicação social e minha outra paixão é a rádio.
– Qual a capacidade do restaurante?
– O restaurante tem capacidade para 34 pessoas no interior e 10 na esplanada.
– Quem convidaria para jantar no ‘Cozinha da Olguita’?
– Convidaria todos aqueles que gostam de comida tradicional portuguesa bem confecionada, mas também os que tenham abertura para conhecer pratos de outros países sem terem de deslocar-se de avião.