Residente em Carnaxide, Luís Gonçalves treinou Vitinha nos escalões de formação do FC Porto. O extraordinário médio do PSG e da Seleção Nacional brilhou bem alto no céu do futebol europeu no jogo com a Alemanha, facto que deixou “bastante orgulhoso e feliz” o técnico português como afirmou ao JORNAL DESPORTIVO.

![]()
«Treinei o Vitinha no FC Porto, no escalão de sub-15. Pertence à geração de 2000, que tinha uma boa equipa. Um jogador tranquilo e sempre muito focado e com vontade de evoluir a cada dia e cada treino. Muito inteligente. Perguntava-me: “Mister, onde posso melhorar?”», revelou Luís Gonçalves, recordando: «Filho de ex-jogador de futebol (NDR: Vítor Manuel), o Vitinha nunca demonstrou qualquer vaidade ou sobranceria. Só ambição em ser melhor e simplicidade. Fez um bom ano, dentro da expectativa. Já na altura demonstrava, como outros colegas de equipa, que, se tudo corresse normalmente, chegaria ao profissionalismo. Cresceu no FC Porto, teve bons treinadores na formação e depois deu o salto.»
Quando terá acontecido o ponto decisivo da viragem da carreira de Vitinha? «A passagem pelo Wolverhampton foi muito importante para o seu crescimento. O resto é dele. Inteligência, mestria técnica e capacidade de gerir os ritmos do jogo. O cérebro da equipa. Líder natural que se impõe com a sua qualidade. O seu percurso deixa-me muito contente e orgulhoso, naturalmente. Pensamos sempre que jogadores como ele podem chegar muito longe, porque além do talento tem o carisma, a inteligência e o foco e isso também é talento».
Até onde poderá chegar Vitinha? «Penso que ainda vai evoluir muito e chegar muito muito longe. Fala-se no Real Madrid, seria interessante… Sem favor, Vitinha é candidato à Bola de Ouro!»







