
Iniciou-se neste Sábado um conflito bélico que já se perspetivava há várias semanas, entre os Estados Unidos/Israel e o Irão.
O Presidente norte-americano Donald Trump passou das ameaças ao atos, e esta manhã (por volta das 06h00 – hora de Portugal Continental) a força conjunta dos dois aliados bombardeou alvos específicos do país, liderado pelo regime dos Aiatolás.
O Irão respondeu, com ataques às bases militares americanas instaladas nos países do Médio Oriente aliados dos EUA, e com 3 vagas de misseis sobre Telavive, que não causou danos devido à famosa “Cúpula de ferro”.
O conflito promete continuar, mas importa saber quais são as implicações que um conflito desta envergadura pode ter.
Um dos principais, se não mesmo o principal, é o aumento do preço do petróleo, pois o Irão exporta milhões de barris por ano para vários países que não têm esse recurso (como Portugal) e poderá “fechar a torneira”.
Por falar em “fechar”, uma das principais consequências do conflito é o “fecho” do Estreito de Ormuz, que impede transporte de mercadorias para a Europa e ouras paragens, o que pode impedir o bom funcionamento dos transportes públicos e a escassez de produtos nos supermercados; tudo pode acabar em subida da inflação e aumento do custo de vida.
O problema também se pode alastrar às bolsas financeiras, com fortes quedas e a fuga de investidores para outras paragens e empresas mais calmas e menos instáveis.
A entrada de outros países no conflito, e isso é uma possibilidade muito forte nesta altura (houve ataques no Qatar, Bahrein, EAU, Koweit e Jordânia), pode aumentar o risco de entrada de potências como a China e a Rússia, aumentando ainda mais o risco de Guerra Mundial.
Quando a tensão no Médio Oriente aumenta, o risco de atentados terroristas suicidas aumenta drasticamente, a insegurança na Europa aumenta e as principais infraestruturas podem colapsar.
E especificamente em Portugal:
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Apesar de Portugal ser aliado dos EUA e ter cedido a Base das Lajes (nos Açores) às forças armadas norte-americanas, o país não deve sofrer ataques diretos, mas pode sofrer as consequências.
Como referimos em cima, Portugal é um dos principais importadores de petróleo vindo do Médio Oriente; a escassez do produto aumenta o preço, que se reflete logo nos preços da gasolina e do gasóleo, essenciais para a nossa sociedade e economia.
Como também dissemos, o transporte de mercadorias fica seriamente afetado (pela falta de petróleo e de outros produtos essenciais), o que se traduz em escassez nos supermercados, gerando tensões sociais.
Os transportes públicos também ficam afetados, especialmente autocarros (muito utilizados pela população para ir trabalhar) e aviões (algumas rotas já foram canceladas), que pode prejudicar indiretamente o setor do Turismo.
Em suma, os primeiros impactos é a subida do preço do petróleo e o nervosismo nos mercados, mas importa saber como serão os próximos dias, num conflito que pode se arrastar e provocar mudanças geopolíticas muito importantes a nível planetário.






