A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) alertou recentemente para 2 desafios críticos que marcam o percurso de doentes com Linfoma Cutâneo de Células T (LCCT): o atraso no diagnóstico, que pode demorar anos, e a ausência de dados epidemiológicos nacionais consolidados.
O LCCT é um tipo de cancro raro, que se manifesta na pele, mas na fase inicial, os sintomas assemelham-se a uma de pele perfeitamente normal, como um eczema ou psoríase.ico
Assim, um diagnóstico feito sem o devido cuidado, pode atrasar o encaminhamento do doente para os serviços especializados, o que poderá causar graves problemas e complicar um tratamento, já de si, bastante complicado.
No entanto, este tipo de cancro é mesmo muito raro, podendo afetar cerca de 7 pessoas em 1 milhão no Mundo inteiro; em Portugal, não se conhecem dados extremamente concretos, o que limita a organização e monitorização da doença e dos doentes.
A nível europeu tem havido um aumento de casos, mas este aumento pode dever-se a melhores diagnósticos, já que a tecnologia e o cuidado estão mais avançados, especialmente a literacia sobre sintomas e o melhor “reconhecimento” da doença
Em termos de impacto para os doentes, este vai muito além de um diagnóstico tardio, m para além de ter de enfrentar um tratamento sempre complicado, as marcas na pelé pode levar a estigma social, o que representa um impacto psicológico significativo.
Para o Professor Manuel Abecasis, Presidente do Conselho de Administração da APCL, é fundamental reforçar a literacia sobre sinais de alerta quando lesões cutâneas persistem e não respondem a terapêuticas convencionais. É importante
ainda promover o diagnóstico precoce através de maior sensibilização clínica, melhorar a recolha e sistematização de dados epidemiológicos nacionais e reforçar circuitos de referenciação para centros com experiência em doenças raras onco-hematológicas”.
A associação sublinha ainda a importância de “olhar para as doenças raras também como um desafio de saúde publica, sem dados consistentes, sem diagnóstico atempado e sem circuitos claros de referenciação, o impacto destas doenças permanece invisíveis, mas real para os doentes e para o sistema de saúde”.






