Sexta-feira, Abril 3, 2026
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Carris Metropolitana: o “gigante amarelo” que mudou a AML

Antes do ano 2019, os transportes públicos estavam a entrar em colapso, com atrasos, cancelamentos, maus percursos, autocarros e comboios com assentos incómodos e sempre cheios, ou seja, o caos total.

Vários entendidos alertaram para a necessidade de mudar tudo e oferecer um serviço de qualidade aos munícipes de 18 concelhos que fazem parte da Área Metropolitana de Lisboa.

Assim, surgiu a Carris Metropolitana, que tem uma dimensão única a nível nacional, cobrindo mais de 3000 Km2 e 12600 paragens espalhadas pelos vários concelhos.

A chegada da Carris Metropolitana possibilitou, sobretudo, uma unificação da experiência do passageiro nos diferentes municípios, com uma única imagem e nível de serviço ao longo de toda a AML. A consulta de horários, percursos, tarifas, ou qualquer outra informação passou a ser feita de forma igual por todo o terreno e a cor amarela chegou a lugares que antes não tinham qualquer tipo de serviço.

Segundo a empresa, em 2023, a marca implementou melhorias significativas, incluindo ajustes nos horários e percursos, resultando em mais de 20% de aumento no serviço e mais de 30% na quilometragem em comparação com o ano anterior. Esses esforços refletiram-se no total de 141,5 milhões de passageiros transportados ao longo do ano.

A Carris Metropolitana é gerida pela TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, e cobre uma extensa área de 15 dos 18 concelhos da AML.

A TML é uma entidade de gestão pública responsável pela planificação das tarifas e zonas tarifárias do transporte público da área metropolitana de Lisboa. detendo duas marcas: a Carris Metropolitana e o navegante.

Para ser mais fácil a gestão e funcionamento da Carris Metropolitana, os autocarros foram divididos em 4 áreas:

Área 1 – Gerida pela Viação Alvorada e que cobre os concelhos da Amadora, Oeirase e Sintra
Área 2- Gerida pela Rodoviária de Lisboa e cobre os concelhos de Mafra, Vila Franca de Xira, Odivelas e Loures
Área 3 – Gerida pela TST e cobre os concelhos de Almada, Seixal e Sesimbra
Área 4 – Gerida pela Alsa Todi e cobre os concelhos de Alcochete, Moita, Montijo, Palmela, Setúbal e Barreiro

Nos municípios do Barreiro, Cascais e Lisboa, a operação local é realizada por operadores próprios – os TCB, MobiCascais e Carris, respetivamente. No entanto, essas cidades também estão ligadas através das ligações intermunicipais da Carris Metropolitana, garantindo integração entre as diferentes redes de transporte.

Mas a Carris Metropolitana não se resume só a autocarros, pois tem uma política de sustentabilidade, assente essencialmente em autocarros menos poluentes. e um conjunto de ofertas que tornam a viagem mais agradável e “rápida”:

— Inclusão de serviços de entretenimento/informação e Wi-Fi a bordo
— Eco-condução, aumento de oferta e promoção da pontualidade
— Planeamento e ajuste do serviço
— Aumento substancial da rede de vendas e serviços de apoio ao passageiro
— Integração tecnológica com diferentes plataformas (Google Maps, apple maps e moovit)
— Informação em tempo real do tempo de espera dos autocarros e das filas dos Espaços navegante® Carris Metropolitana
— Uma política de dados abertos
— Criação de uma aplicação móvel

Existem ainda Paneis de Informação ao Público (PIP) e MUPIs, estrategicamente colocados, onde as pessoas podem consultar quanto tempo demora o autocarro e ainda informações sobre a rede, como diagramas, horários e percursos.

Segundo a empresa, atualmente a Carris Metropolitana continua a crescer, sempre com os olhos postos no futuro e com o objetivo de oferecer um transporte público que não seja apenas eficiente, mas também sustentável e justo.

A Carris Metropolitana reitera o seu compromisso em fornecer um transporte público seguro, eficiente e acessível para todos os habitantes da área metropolitana de Lisboa e agradece a colaboração contínua e o apoio dos passageiros na realização deste objetivo comum.