O fenómeno dos contentores de lixo remexidos à procura de embalagens com o símbolo “Volta” (pelas quais se recebem 10 cêntimos por garrafa de plástico ou lata) também se faz sentir no concelho de Oeiras, um território com forte densidade populacional e empresarial.
Aqui fica a adaptação do texto focada na realidade de Oeiras:
O Impacto do Sistema Volta na Higiene Urbana
A introdução do Sistema de Depósito com Reembolso (SDR) a 10 de abril de 2026 trouxe impactos imediatos à gestão do espaço público:
O lado positivo: Há uma maior recolha informal de resíduos em espaços de grande afluência, como o Passeio Marítimo, praias e parques urbanos (como o Parque dos Poetas), onde embalagens que antes ficavam abandonadas são agora recolhidas para valorização.
O lado problemático (Lixo Remexido): Registam-se episódios de pessoas que abrem e vasculham caixotes, ecopontos e papeleiras à procura de vasilhame. Em várias zonas urbanas do país, incluindo a Grande Lisboa, este comportamento tem resultado em lixo espalhado na via pública, o que mereceu alertas de várias autarquias e Juntas de Freguesia em julho de 2026 devido à degradação da higiene urbana.
Há Casos em Oeiras?
Sim, o fenómeno também se verifica em Oeiras. Sendo um concelho com forte atividade comercial, grandes superfícies, parques empresariais e zonas habitacionais densas, a corrida aos 10 cêntimos por embalagem é uma realidade visível.
Zonas mais afetadas: Os relatos e queixas localizadas concentram-se sobretudo perto de grandes superfícies comerciais (onde estão instaladas as máquinas de recolha do Sistema Volta), interfaces de transportes (como as estações da CP de Algés, Oeiras ou Paço de Arcos) e eixos com forte presença de restauração e esplanadas.
A Resposta Local: Oeiras tem uma forte tradição de investimento na gestão de resíduos e limpeza urbana. O impacto do lixo espalhado é combatido pela rapidez de atuação dos serviços municipais e pela tipologia de equipamentos: a forte presença de contentores subterrâneos (os chamados ‘moloks’) em muitas urbanizações do concelho ajuda a mitigar o problema, uma vez que estes sistemas dificultam o acesso e impossibilitam que o lixo seja facilmente “virado” para o chão.
Perfil: Tal como nos concelhos vizinhos, a atividade divide-se entre cidadãos economicamente vulneráveis que procuram o reembolso como forma de subsistência e pessoas que aproveitam as suas caminhadas diárias para recolher o que encontram pelo caminho.
A autarquia de Oeiras, em linha com a Área Metropolitana de Lisboa, continua a monitorizar a situação, encarando estes incidentes como parte do processo de adaptação da população a este novo hábito de reciclagem.






