Quinta-feira, Novembro 5, 2026
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Cabaz alimentar sobe 2,40 euros numa semana e ultrapassa os 255 euros

O preço dos 63 produtos essenciais monitorizados pela DECO PROteste voltou a aumentar, depois de duas semanas de descidas. Desde janeiro, o cabaz está 14,12 euros mais caro e, face a 2022, custa mais 68,25 euros.

O preço do cabaz alimentar essencial voltou a subir em Portugal. Segundo a análise semanal da DECO PROteste, divulgada esta quarta-feira, 4 de novembro, os 63 produtos monitorizados custam agora 255,95 euros, mais 2,40 euros do que na semana anterior.

A subida interrompe duas semanas consecutivas de descidas e volta a pressionar o orçamento das famílias, numa altura em que os consumidores continuam a sentir o impacto do aumento dos preços nos bens essenciais.

Desde o início de 2026, o mesmo cabaz ficou 14,12 euros mais caro, o que representa uma subida de 5,84%. Na comparação com o período homólogo do ano passado, a diferença é de 11,61 euros, ou seja, mais 4,75%.

A evolução é ainda mais expressiva quando comparada com janeiro de 2022. Há quatro anos, comprar os mesmos 63 produtos custava menos 68,25 euros, uma diferença de 36,36%.

Bolachas, cereais e café entre as maiores subidas

Entre 28 de outubro e 4 de novembro, os maiores aumentos percentuais registaram-se em três produtos de consumo habitual.

A bolacha Maria subiu 14%, passando a custar 2,89 euros. Os cereais integrais também aumentaram 14%, para 4,06 euros, enquanto o café torrado moído ficou 12% mais caro, atingindo os 4,97 euros.

Na comparação com o mesmo período de 2025, destacam-se outras subidas. O tomate chucha e o bacalhau graúdo registaram ambos aumentos de 35%, custando atualmente 2,89 euros por quilo e 21,98 euros por quilo, respetivamente. A couve-coração subiu 22%, passando a custar 1,71 euros por quilo.

Carne de novilho, bacalhau e ovos com maiores aumentos desde 2022

Desde que a DECO PROteste iniciou esta monitorização, a 5 de janeiro de 2022, alguns produtos registaram aumentos particularmente acentuados.

A carne de novilho para cozer lidera as subidas, com uma valorização de 120%, custando atualmente 12,80 euros por quilo. Segue-se o bacalhau graúdo, que aumentou 107%, para 21,98 euros por quilo, e os ovos, cujo preço subiu 79%, situando-se nos 2,04 euros.

A DECO PROteste disponibiliza ainda uma ferramenta que permite comparar os preços praticados por diferentes supermercados online, ajudando os consumidores a procurar alternativas mais económicas.

A simulação pode ser feita através da plataforma da organização, em DECO PROteste – Comparação de supermercados online.