A autarquia oeirense entregou no passado dia 16 de Janeiro um documento onde descreve várias medidas para combater as cheias na vila de Algés, que devido à sua localização (próxima da foz do Rio Tejo) é palco de inundações sempre que chove um pouco acima da média.
A missiva foi entregue em mão a Maria da Graça Carvalho, Ministra do Ambiente, que manifestou preocupação com as prováveis cheias que podem acontecer este Inverno, que se prevê muito chuvoso.
No encontro entre as duas entidades, Isaltino Morais referiu que “com este Estudo prévio. estamos em condições de avançar com o Concurso de conceção/construção para a realização das obras; a prioridade é a jusante, pois é preciso que a água escoe bem lá em baixo há que criar condições de desassoreamento, alargar aquela zona, naturalizar, etc.; mas agora o que é fundamental é começar com as obras”.
Com o título “Estudo Prévio do Troço Final Canalizado da Ribeira de Algés”, idealizado pelos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Oeiras e Amadora (SIMAS), o documento é crítico, pois refere que atualmente a rede pública não tem capacidade para escoar as águas, 57% dos troços estão em risco de colapso, as descargas no Rio Tejo estão condicionadas pelo assoreamento e pela influência das marés, e a forte pressão urbanística aumenta o risco de cheias.
Assim, preveem-se intervenções profundas, especialmente a colocação do caneiro, sendo a parte final em vala aberta.
Na mesma fonte, podemos verificar que o projeto vai ser desenvolvido em 2 fases:
Fase 1
• Obras urgentes, como a reabilitação da descarga no Rio Tejo e a recuperação estrutural de troços críticos; esta fase deve demorar cerca de 18 meses (6 meses para o projeto de execução e 12 para a execução propriamente dita) e tem um custo estimado de 26 milhões de euros
Fase 2
• Duplicação de trechos, criação de um novo sistema elevatório de águas pluviais e o reperfilamento de troços estratégicos; deve demorar cerca de 24 meses (9 meses para o projeto de execução e 15 para a execução propriamente ditas) e deverá custar cerca de 37 milhões de euros
Segundo a autarquia, “com estas intervenções, fica assegurado um sistema hidráulico mais eficiente e duradouro, promovendo soluções sustentáveis e resilientes que aumentam a qualidade de vida e a preparação do território face a eventos extremos”.
Foto: Beatriz Pina






