Sexta-feira, Outubro 30, 2026
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Oeiras tem o terceiro preço mais elevado do país nos imóveis para renovar

Comprar uma casa que necessita de obras no concelho custa, em média, 4.773 euros por metro quadrado. Só Cascais e Lisboa apresentam valores superiores, segundo uma análise do Imovirtual.

Oeiras está entre os concelhos portugueses onde comprar um imóvel para renovar é mais caro. O preço médio anunciado atinge os 4.773 euros por metro quadrado, colocando o município na terceira posição nacional, apenas atrás de Cascais (5.727 euros) e Lisboa (5.143 euros).

Os valores constam de uma análise do Imovirtual aos apartamentos e moradias anunciados para venda que necessitam de obras. O estudo evidencia as diferenças entre os mercados imobiliários do litoral e do interior, com a Pampilhosa da Serra a apresentar o preço mais baixo: 222 euros por metro quadrado.

A diferença entre Cascais e a Pampilhosa da Serra ultrapassa os 5.500 euros por metro quadrado, sendo o valor do concelho vizinho de Oeiras também bastante superior ao registado na maioria dos municípios analisados.

Cascais e Lisboa no topo dos preços

Depois de Oeiras, entre os concelhos com os valores mais elevados surgem Lagos, com 3.902 euros por metro quadrado, e Amadora e Grândola, ambos com 3.836 euros.

O Funchal apresenta um preço médio de 3.802 euros, seguindo-se Odivelas, com 3.784 euros, e Albufeira, com 3.671 euros. A análise revela uma concentração dos valores mais elevados na Área Metropolitana de Lisboa, no Algarve e no Funchal.

Em Lisboa, os imóveis para renovar apresentam um preço médio de 449 mil euros e uma área mediana de 84 metros quadrados. Em Cascais, o valor médio sobe para 700 mil euros, com uma área mediana de 131 metros quadrados.

Interior apresenta imóveis mais baratos

No extremo oposto da tabela encontram-se sobretudo concelhos do interior. Depois da Pampilhosa da Serra, com 222 euros por metro quadrado, surgem Mogadouro e Sátão, ambos com 250 euros.

Seguem-se Penedono, com 302 euros, Carregal do Sal, com 306 euros, Campo Maior, com 308 euros, Oleiros, com 309 euros, Miranda do Corvo, com 318 euros, e Gouveia, com 328 euros por metro quadrado.

Os dados mostram que os preços mais baixos não correspondem necessariamente a casas de pequenas dimensões. Na Pampilhosa da Serra, a área mediana dos imóveis para renovar é de 151 metros quadrados, enquanto em Carregal do Sal chega aos 149 metros quadrados e em Penedono aos 145.

Diferença face às casas prontas a habitar

A análise compara ainda os preços dos imóveis que necessitam de obras com os das habitações prontas a habitar. Em Grândola, a diferença por metro quadrado chega aos 52%, enquanto no Porto é de 38%.

Em Lisboa, os imóveis para renovar são 25,6% mais baratos do que os prontos a habitar. Em Cascais, a diferença é de 17,3%.

Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, considera que comprar uma casa para recuperar pode representar uma oportunidade, sobretudo em alguns concelhos do interior. No entanto, alerta que, nos mercados mais caros, mesmo os imóveis que precisam de obras continuam a apresentar valores elevados.

A responsável sublinha também a importância de contabilizar os custos da recuperação, uma vez que o preço de aquisição não representa o investimento total necessário.

A análise teve por base apartamentos e moradias anunciados no Imovirtual e classificados como imóveis para renovar. Para a comparação dos preços por metro quadrado, foram considerados apenas os concelhos com pelo menos dez anúncios no período analisado.